quinta-feira, 24 de julho de 2014

Nunca me disseram que bebês também demonstram sensibilidade.

       "Se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela."

Salmo 127:1b

     Pessoas lindas olá! Aqui estamos novamente trazendo pra vocês um pouco dos nossos últimos dias "sumidas" rsrsrs. Foram dias bem tensos, cheios de emoções e acontecimentos que abalaram um pouco as estruturas por aqui, me fizeram pensar e repensar um monte de coisas. E é sobre isso que quero falar hoje.

Alguns dias atrás, recebi uma "visita" da Wal, minha amiga/prima fiel escudeira de todas as horas (visita entre aspas porque ela já é de casa) estávamos como sempre conversando e brincando com minha filha quando lá pelas 17h30min resolvemos ir até a padaria. Eduarda logo se animou quando falamos que era hora de "passe” (passear) e correu pra buscar o "apapo” (sapato) pra sair. Só que pra variar um pouquinho, perdi um pé da meia dela! Rsrsrs o que nos fez perder alguns minutos na procura, e quando encontrei, Eduarda começou a pedir pra colocar uma música que ela gosta no computador o que nos impediu de sair mais uma vez. Mas por que dizer tudo isso? Porque detalhes podem fazer toda a diferença!
Nós finalmente iríamos sair quando ouvi muito barulho no apartamento de baixo, muito choro, uma adolescente gritando o tempo todo que queria a tia, e a voz da vizinha tentando acalmá-la dizendo que estava tudo bem, que pelo menos ninguém se feriu. Entendi que o motivo do choro foi um assalto, desci pra ver se podia ajudar em algo e assim que abri o portão já dei de cara com uma das vizinhas me pedindo que, por favor, não saísse de casa, expliquei que ouvi o choro, e queria saber se precisavam de alguma coisa e foi quando soube da história toda. A moradora de um dos apartamentos precisou sair e deixou os filhos; um menino de seis anos e uma menina de dois, aos cuidados de duas sobrinhas adolescentes. As meninas resolveram levar as crianças pra brincar na frente do prédio, e estavam conversando na calçada quando dois homens em uma moto colocaram uma arma na cabeça do menino, e levaram o celular de uma delas. Quando os homens foram embora elas entraram no prédio aos prantos em total desespero e foi quando as vizinhas saíram para socorrer, levando os quatro para o apartamento delas. Enquanto ela me contava, eu só pensava que por alguns minutos apenas, não fomos nós. Apenas por uma meia. Apenas por uma música. Não desejava de forma alguma que aquelas crianças tivessem que passar por esse horror,não desejo isso pra criança nenhuma. Mas seria hipocrisia negar que fiquei aliviada e grata por não ter sido a minha filha. 
A vizinha disse que já haviam ligado para a polícia e para a mãe das crianças, e como já tinha alguma abertura com os pequenos que às vezes brincam com minha filha, perguntei se ela queria que os dois ficassem em minha casa até a mãe chegar. Ela aceitou, e daí surgiram os fatos que realmente me marcaram nessa história. Ao chegar à porta já ouvi a adolescente dizer em soluços: Meu pai vai me bater, vai dizer que a culpa é minha! Olhei pro rosto dela, aparentava não ter mais que quinze anos. Fiquei pensando: Que tipo de pai permite a uma filha, acreditar que ele se importa mais com um celular do que com a VIDA dela? Mas isso não foi tudo, entro e me deparo com uma cena de cortar o coração, as duas crianças sentadas no sofá chorando SOZINHAS, um garotinho que há poucos minutos teve uma ARMA apontada pra cabeça, uma bebê de apenas dois aninhos, apavorada sem entender nada do que estava acontecendo e sem NENHUM ponto de apoio. Não precisei dizer nada, assim que ela me viu veio andando em minha direção, aos prantos e com os bracinhos estendidos pedindo colo. A peguei em meus braços e perguntei ao menino se ele queria vir comigo, ele atendeu prontamente, me seguiu também chorando. Ao entrar em minha sala ele sentou no sofá e me olhou dizendo: Ele ia me matar! E recomeçou a chorar. Eu o abracei, o acalmei e tranquilizei a menina em meu colo. Mas não pude deixar de notar e de me surpreender com o olhar da minha filha, normalmente ciumenta ao me ver com outra criança, mas que parecia entender que a amiguinha naquele momento precisava mais de mim do que ela. Não chorou, nem brigou como de costume, não fez cara feia, ficou quietinha no colo de Wal olhando a menina com uma ternura, que se me contassem eu não acreditaria. Então o menino disse: E se eles roubarem os celulares dos meus amigos da escola também? Ah! Crianças... Mesmo em meio às adversidades, são capazes de demonstrar amor ao próximo. Adultos têm tanto a aprender com eles! Respondi que o mesmo Deus que protegeu e cuidou dele, iria proteger e cuidar dos amigos dele também. Oramos juntos, todos se acalmaram, e eles foram brincar. 
         Fiquei olhando para eles, e me peguei pensando: Que tipo de gente louca, coloca filhos nesse mundo doido?! Me senti culpada por ser mãe. Pensei novamente que poderia ser minha filha na mira daquela arma e de uma só vez senti medo e gratidão. Olhei pra minha filha, e a vi pela primeira vez recebendo duas crianças dentro da casa dela, mexendo nos brinquedos dela, e diferente do que eu esperava, sorrindo feliz sem se incomodar. Levando os brinquedos que ela mais gosta pra alegrar a amiguinha que ameaçava retomar o choro. Fiquei pensando no quanto ela cresceu, me enchi de orgulho pela criança doce e sensível que tem se tornado. Mais uma vez gratidão; gratidão e dor. Ao lembrar que dois seres tão pequenos tenham se deparado tão cedo com a crueldade do mundo. Dor ao lembrar que existem crianças enfrentando situações tão piores! Mais uma vez culpa, seguida da certeza de que somente Deus é capaz de nos livrar de tanta maldade, e a partir daí segurança, em saber que Ele cuida de nós, e que a sombra de suas asas mal nenhum nos atingirá. Fiquei ali, olhando pra eles enquanto brincavam, e de repente parecia que nada tinha acontecido. Eram apenas crianças brincando! Sorrindo! E sem ao menos perceber, me ensinando que a vida segue!


"Mas o que me der ouvidos habitará em segurança, e estará livre do temor do mal."
 Provérbios 1:33

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Nunca me disseram que eu seria mãe de uma bebê high need.

"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei."
Mateus 11:28

        Considero a vida uma dádiva! Sei o quanto isso é clichê, mas é verdade. Acredito que é um presente a ser desfrutado com responsabilidade e sabedoria. E que em cada novo caminho, imprevisto, ou situação que se apresenta diante de nós, há uma lição a ser aprendida. Já diz a Bíblia que TODAS as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, e eu creio mesmo nisso! Creio que todas as coisas, sejam elas boas ou ruins acontecem com um propósito, e que a diferença não está no que nos acontece, mas no que faremos do que nos acontece, no que aprenderemos ou não. Afinal na vida surpresas são bem comuns, cabe a nós decidir como recebê-las, e na maternidade não poderia ser diferente. Minha filha foi uma dessas surpresas que Deus em sua infinita bondade me enviou. Veio na hora certa, na medida certa, do jeitinho que eu precisava! 
       Digo isto porque desde a gestação pude perceber que eu não era uma grávida "comum". Enquanto outras gestantes enjoavam de comida, eu enjoava de pessoas (tem gente que não aguento até hoje) e de cômodos da casa (ta, podem rir, eu sei que é louco, mas fiz meu marido mudar a cama de quarto duas vezes durante a gestação). Enquanto as outras gestantes cuidavam do enxoval e do quartinho do bebê eu pesquisava preço de piscina inflável, bola suíça e banqueta para parto de cócoras (mas isso é assunto pra outro post), enquanto organizavam o chá de bebê eu devorava textos e mais textos sobre parto, primeiros cuidados com o recém nascido, vacinas, e etc. Enquanto fotografavam a barriga semana a semana eu lia e fazia cursos sobre amamentação. Que fique claro, que não tenho nada contra quem faz nenhuma dessas coisas. Cada um celebra seus momentos a sua maneira, apenas não me identifico com essas escolhas. Achei por bem, me permitir procurar opções que combinassem melhor com a minha personalidade, ao invés de fazer o esperado só porque todo mundo faz. O fato é que talvez, por não ser uma grávida comum, por ser assim estranha como sempre fui eu precisasse também de um bebê incomum, e foi exatamente o que ganhei. Ganhei um bebê high need! 
     No começo da gravidez eu não tinha a menor ideia do que isso significava. Mas logo percebi que ela também era diferente. Não mexia, dançava frevo na minha barriga! Não chutava, tentava sair pelo meu umbigo! Me acordava religiosamente às quatro e meia da manhã (horário em que acorda pra mamar até hoje) com um belo chute na bexiga que me fazia ver estrelinhas e correr desesperada até o banheiro, pra depois permanecer dançando sem parar até as oito ou nove horas, e não tinha conversa, chá de camomila, música ou oração que fizesse ela me deixar dormir. Lembro de um dia na recepção do consultório da obstetra, em que ela mexeu tanto que em menos de quinze minutos minha barriga virou "atração". Todo mundo comentando, achando o máximo, e eu tímida que sou cheia daquele bom humor matinal (só que não) querendo morrer, ou pelo menos achar um buraco pra me esconder! Então ela nasceu, e logo descobri que o choro dela tinha uma frequência capaz de derrubar aviões, logo vieram os famosos pitacos: Deixa chorar pra acostumar, isso é manha, tira essa menina do colo e etc. Pautada naquela máxima de não fazer aos outros o que não gostaria que fizessem comigo, ignorei solenemente os pitacos, e me virei do avesso para atender a demanda dela. Ela não aceitava o colo de ninguém além de mim e do pai. Se ia ao colo de alguém chorava como se estivesse sendo agredida (e de certa forma estava) então nunca deixamos passar de alguns segundos. Não impedíamos ninguém de pegar ela no colo, mas se chorava (e sempre chorava) voltava imediatamente pra nós. E foi aí que ouvimos absurdos mesmo! Diziam que a culpa era minha, que não saia com ela, pensei: Não custa tentar. E passei a levá-la para passear todos os dias, mas nada mudou. Ela não me deixava sequer ir ao banheiro, demandava 24h de atenção, por mais que eu fizesse ou tentasse nada mudava e todos só diziam que era minha culpa. E como se o cansaço não bastasse era um tal de vir gente aqui sem avisar, reclamar da bagunça da casa (leia-se MINHA casa), entre outras coisas que só pioravam a situação. Quase nenhuma ajuda, mas cobrança tinha de sobra!  Procurava sempre lembrar que a minha filha era o bebê, que era ela quem precisava de compreensão, tentava lembrar tudo que estudei sobre desenvolvimento infantil, da celebre frase: Vai passar! Orava a Deus que me ajudasse a entender o que eu precisava aprender com essa situação, e que me mostrasse o que estava errado. E houve um determinado momento, em que confesso sem nenhum orgulho, que indo de encontro a tudo o que acredito já exausta física e emocionalmente, quase sucumbi à teoria da manha! Foi nesse momento que Deus me enviou o socorro através desse texto que falava sobre os bebês high need. Bebês de alta demanda, bebês que possuem uma personalidade diferenciada, e que tem NECESSIDADE de mais colo, carinho, e atenção que os outros, sem que haja nada de errado nisso. Eu podia ver minha filha descrita em cada palavra, parecia que era dela que o autor estava falando. Que alívio! Não era minha culpa! Não havia culpados porque não havia nenhum problema! 
     Ela era apenas uma criança diferente, que precisava de amor como tantas outras. A partir desse instante, pude relaxar e aprendi a simplesmente aceitar minha filha como ela é. Fechei os ouvidos de vez pros pitacos! Decidi para proteção da nossa família, não mais permitir invasões fossem elas físicas ou emocionais, dos limites estabelecidos por nós. Abri meu coração pra tudo o que Deus tem pra me ensinar através dela, e fomos cada dia mais nos conhecendo, construindo nossa história, pautada sempre em amor e principalmente em respeito. Com o tempo as coisas foram ficando mais fáceis, ela foi ficando mais independente e sociável (na medida do possível, do jeitinho dela) e eu mais segura, e tranquila tendo a certeza que temos vivido juntas tudo o que precisamos viver para nosso crescimento. 
      Hoje ao olhar para trás, talvez fizesse algumas coisas diferentes, mas no que diz respeito a minha filha faria tudo exatamente igual! Não me arrependo de nenhuma noite mal dormida, não me arrependo de nenhum beijo, abraço, carinho, ou afago, não me arrependo de deixar dormir no peito, de nenhum segundo de colo, deixei, deixo e deixaria novamente ela ficar em meus braços o dia inteiro, a noite inteira, a vida inteira se preciso for! Daria a ela o mesmo amor, a mesma compreensão que teve e tem até aqui, e só não daria mais, porque ela teve tudo que meu limitado coração é capaz de sentir. E por isso quero dizer a você mãe, que anda cansada, que tem vivido em meio a tantas cobranças, que anda pensando que errou, que amor... Ah! Amor nunca é demais! Carinho não estraga ninguém! Afeto não cria monstros, mas a falta dele traz danos imensuráveis. Você não vai se arrepender de amar seu bebê, e se alguém te diz o contrário lembre: ninguém dá o que não tem!


Que o amor de Deus seja constante em tua vida!




"Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós,”
Mateus 7:12a

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Nunca me disseram que ser mãe é também precisar de encorajamento.


"Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento.
Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor."
Isaías 40:28-29


     Pessoas lindas olá! Lá venho eu me desculpando pela ausência novamente. Mas como sempre por uma boa causa: Quatro dentes da minha filha que resolveram nascer de uma só vez! Estavam naquele nasce, não nasce, há algum tempo mas semana passada finalmente resolveram romper, e vieram acompanhados de muita febre e estresse. Quem tem filhos sabe perfeitamente do que estou falando, e quem não tem se prepare! Mas não é sobre isso que quero falar hoje.
   Sabe quando você percebe bem o que precisa ser feito? Quando surge dentro de você uma certeza sobrenatural a respeito de que caminho seguir, que decisões tomar, ou o que priorizar? Acho que todo mundo já deve ter sentido isso alguma vez na vida. O curioso é que exatamente nesses momentos, somos bombardeados por informações contrárias, que nos dizem o quanto estamos errados, e que o caminho correto a seguir é o oposto ao que acreditamos, plantam em nós a semente da dúvida, e nos levam a questionar o que há pouco era certeza. São nesses momentos que podemos desfrutar de uma benção chamada encorajamento! Algo maravilhoso! Um verdadeiro presente de Deus que pode vir de várias formas diferentes. Uma palavra amiga, um sorriso, um abraço, aquele olhar que diz: Eu te entendo! Uma música,  uma imagem,uma boa leitura, e inúmeras outras possibilidades.
    Desde que me tornei mãe, esse movimento tem se tornado cada vez mais frequente em minha vida, pois exercer uma maternagem consciente, implica em colocar-se em cheque o tempo todo. Exige questionar, refletir, ponderar, pensar e repensar mil vezes se está fazendo o certo, e dispor de humildade para admitir quando comete um erro e começar de novo. Esse é um processo que pode ser bastante árduo, e que por vezes pode nos levar a um certo desânimo. Creio que toda mãe que leva a maternidade a sério um dia passa por isso, e recentemente foi a minha vez. Por sinal, não foi a primeira e sei que não será a última. Mas como em todas elas, Deus me enviou o encorajamento. E dessa vez em forma de um presente, que chegou na hora certa, através da pessoa certa, e foi esse livro aqui:


    Educando filhas segundo o coração de Deus- Elizabeth George Para mim não foi apenas uma leitura que valeu a pena, foi a confirmação de um projeto de vida. Foi um renovo sobre o que a muito tempo eu já sabia ser minha missão, e que por alguns momentos duvidei. A autora só tem filhas, mas indico a leitura também para as mães de meninos já que ela aborda temas que são importantes para qualquer mãe. Agradeço a minha amada pastora Kesia Gomes que se permitiu ser instrumento de Deus em minha vida. E quero dizer a todos que estiverem lendo esse post que independente do tamanho da adversidade, não deixe o desanimo te vencer. O encorajamento vem! Seja através de alguém próximo, ou de um simples post em um blog, Deus sempre encontra caminhos pra alcançar um coração disposto a ouvir sua voz. E vale lembrar que não existe maneira melhor de ouvir a voz de Deus do que através da sua palavra revelada, a Bíblia. E se nesse exato momento você precisar falar com alguém, se quiser alguém que sabe exatamente como você se sente e te entende de verdade, fala com Ele! Não uma oração automática e programada, não um monte de palavras que só saem da boca pra fora, mas uma conversa com um amigo próximo. Conta tudo! Tudinho mesmo, do que você vive ou sente. Pode ter certeza que Ele está aí juntinho e deseja te ouvir! Faz o teste, e então depois você me conta o resultado!

Que Deus te abençoe!

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Nunca me disseram que desenvolvimento era tão emocionante! - Resuminho da Semana.


            

       Estamos de volta!!! Rsrsrsrs Aos trancos e barrancos mas sempre atualizando nosso cantinho, e contando pra vocês como andam nossas atividades. Quero aproveitar esse post pra esclarecer alguns questionamentos que tenho recebido ultimamente. Em primeiro lugar quero deixar bem claro que o meu principal objetivo nas atividades com Eduarda é que ela se divirta, e ocupe seu tempo com coisas produtivas (já que não assiste TV, e não passa horas alienada em frente a galinha capitalista) o aprendizado é uma consequência, um bônus, vem no pacote! É lógico que nem tudo sai perfeito e nem da maneira exata que planejei e isso faz parte do processo. Se preparo uma atividade e vejo que ela não curtiu, não se interessou, mudamos o foco e vamos fazer outra coisa. Sempre respeitando o tempo dela! Conheço crianças que com dez meses já andavam, minha filha engatinhou aos dez meses e andou com um ano e três meses. Recebeu nessa fase tantos estímulos quanto recebe hoje, mas cada criança tem um tempo diferente de desenvolvimento. E repito SEMPRE respeitei o tempo dela, não só nas coisas que demorou a aprender, mas nas que aprendeu mais cedo também. Até porque, não fiquei anos estudando psicologia pra criar traumas desnecessários na minha própria filha por puro egoísmo. 
     Então queridos amigos e amigas educadores podem relaxar! Eu não estou "forçando a barra"(curioso como tantos de vocês usam esta mesma expressão) não pretendo transformá-la em criança prodígio, e caso não saibam, dedicamos um bom tempo do curso estudando processos de aprendizagem e desenvolvimento infantil, portanto estou ciente do esperado em cada faixa etária. Só acho interessante que quando fala-se em crianças "atrasadas" é totalmente compreensível permitir que a mesma conduza o processo mas quando trata-se das "adiantadas" é sempre culpa do excesso de estímulos e a criança logo é taxada de precoce. Será que não é o momento de refletir sobre o indivíduo? De entender que somos seres singulares? Creio que vale a reflexão. Dito tudo isto, vamos finalmente ao que interessa.


Resuminho da Semana



      Iniciamos a semana lendo a história de Clara caranguejo! Um livro de pano que também é um fantoche que ela ganhou no aniversário e ama! É da editora Vale das Letras, um ótimo investimento.


    Encaixando triângulos: Esse brinquedo é ótimo! Muito bom para desenvolver a coordenação motora,auxilia no reconhecimento das formas e cores, noções de maior e menor, dentro e fora e etc.


      E como sou fã de idéias simples! Abrindo e fechando o potinho da vovó que ficou aqui em casa! Trabalhando coordenação motora, aprendendo conceitos e palavras novas (abre e fecha).


          Já comentei aqui, que guardei o rolo de papelão do film pra confeccionarmos um pau de chuva, mas que ele foi suspenso por um tempo devido a outras sugestões, e essa é uma delas! Queria ter feito algo mais bonitinho mas não deu então foi no improviso mesmo. Rolo de papelão, fita crepe, uma fruteira que estava sem uso e bolinhas de papel. Diversão garantida! 


       Tinha planejado outro projeto de artes mas ela achou um papel perdido na casa e sozinha levou para a mesinha, sentou e falou: Mamãe, papel! Fazendo gestos de que estava riscando! Aí a mãe derreteu! E correu pra buscar os "ápi"(lápis) dela.


       E então você atende o telefone um segundo e quando volta olha o resultado! Rsrsrs Ela sabe que é uma obra de arte!


Enfim pessoas, por hoje é só! Que Deus abençoe!




"Antes, crescei na graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo."

II Pedro 3:18

sábado, 7 de junho de 2014

Nunca me disseram que ser mãe é viver com cara de alface!


 "Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes."
I Coríntios 15:33

"O temor do Senhor é o princípio do conhecimento, mas os insensatos desprezam a sabedoria e a disciplina."
Provérbios 1:7



Atenção: Esse post é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

      Eu não amamentei meus filhos porque nenhum deles quis(oi?). Não amamentei porque meu bebê nasceu gordo demais (dieta baby!) Teve que ser cesárea porque sou míope (ãhn?). Meu bebê mamou exclusivamente até o sexto mês, começou a tomar danoninho com quatro meses mas nunca tomou outro leite! (Alguém explica o conceito de exclusivo pra essa criatura...) Minha filha nunca me impediu de cuidar da casa! Desde os dois meses deixava ela na cadeirinha que vibra assistindo TV pra ela acostumar a ficar quieta e funcionou!( Haja galinha capitalista!) Parto normal é um perigo! A filha da prima da minha vizinha tentou parto normal e o bebê ficou preso, e quando puxaram só veio a cabeça( Perigo é ser desinformado o suficiente pra acreditar numa história absurda dessas). Qual o problema de dar refrigerante pro bebê? O meu toma desde o quarto mês e tá vivinho!(oh! Lord!) 
              Mulher grávida não pode sentar baixo porque corre o risco do bebê escapar.( Bebê fugitivo!) Não deixe o bebê brincar de bunda pra cima que chama outro filho.(Atenção mulheres que querem um segundo baby! Fica a dica!) Criança quando nasce dente não pode levar susto que o dente fica preso e não sai (Será que terapia resolve?). Mulher grávida não pode comer muito ovo pra não causar icterícia no bebê (Claro, porque todos sabem que é a gema que deixa ele amarelo.) Mulher grávida não pode ter febre porque o bebê pode derreter! (oh! Céus!) Deixa chorar que abre o pulmão!( Solução pra quem tem asma). Não fica muito com o bebê no colo que fica mal acostumado (porque amor estraga né?). Quando o umbigo cair tem que enterrar porque se um gato pegar o bebê vira ladrão (Hein???) Não pode comer amamentando que faz mal (Pra quem?? Morri e esqueceram de avisar!) Meu filho falou com três meses (Humrum). Parto em casa é coisa de índia( Sério?). Parto em casa é só uma modinha, vai passar!(Ué? Não era coisa de índia? Minha tataravó era antenada hein?!). Criança que mama não come bem (Acho que a minha veio com defeito então...). Teve que ser cesárea, eu precisava garantir o horário no salão de beleza. Como iria sair nas fotos sem cabelo, maquiagem e unhas feitas?( Pois é...) Que história estranha essa de criação com apego! Eu pratico é o desapego, bebê tem que ser independente.( Então tá né?) e etc. etc. etc...
             São tantos e tantos os absurdos como esses que ouvimos desde a gestação que só me resta dar um viva a ela, amiga e companheira de todas as horas. Aquela que nunca nos abandona, encerra qualquer conversa tosca, e nos ajuda a sair de algumas enrascadas: A cara de alface! Obrigada querida! O mundo da maternagem consciente não seria o mesmo sem você!


sexta-feira, 6 de junho de 2014

Nunca me disseram que ouvir música pode ser educativo.

   

"Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor. Louvai ao Senhor."
Salmos 150:6








     Oi pessoas lindas, semana passada aqui em casa foi de gripe! Primeiro minha, e depois de Eduarda, então não tivemos ânimo para atividades. Mas como não gosto de deixar ela ociosa, e nem queria perder o pique do nosso trabalho(é que nem exercício físico se parar não volta mais) nós ouvimos música! Afinal o que poderia ser mais educativo e ao mesmo tempo divertido e relaxante? Então resolvi dividir com vocês um pouco da nossa rotina musical. Confesso que não tenho muita paciência pra música de criança. Até gosto delas, mas infelizmente é difícil encontrar cantores infantis que não tratem crianças como extraterrestres de capacidade cognitiva reduzida. (Não entendeu? Joga no youtube Cristina Mel infantil que você entende.) por essa razão, ela acaba ouvindo muito mais as minhas músicas do que eu as dela. Considero isso importante não só para formação musical, mas para auxiliar no aumento do vocabulário também, e aos poucos as minhas preferidas vão se tornando as preferidas dela e vice versa. Sendo assim elaborei uma lista com as mais tocadas por aqui, e vai junto a dica dos trabalhos que encontrei, feitos para crianças normais!

Vai valer a pena - Livres pra adorar: Está no topo porque é a preferida meeesmo! Não me perguntem porque talvez seja alguma memória da gestação (cantei muito essa música na gravidez) ou outra coisa mas o fato é que desde que aprendeu a virar a cabeça  quando essa música toca ela para o que estiver fazendo pra prestar atenção.
Nos braços do pai.- Diante do trono : Foi a primeira música que aprendeu a cantar. Cantava paaaai, papaaaai, junto com a Ana Paula Valadão, e ainda entrava no tom! O pai fica todo bobo! rsrsrs Admito, eu também!
Vinde a mim- Nivea Soares: Ela ama dançar essa música! Fica cantando águaaaaaaaa.
Naves imperiais- Oficina G3: Sim, é antigona mas eu amo! E sim ela gosta de oficinaaaaaaaaa! Dá vontade de sair gritando É MINHA FILHA!!!! Coisa linda ela cantando o aleluia do refrão "uuuuiaaaaaaaaaa" na versão dela.
Em espírito, em verdade-PG: Não sei quem é o autor da música, mas a versão que ela gosta é a do PG. Fazer o que se ela herdou o bom gosto da mãe? Rsrsrs
Filho do Deus vivo- Nivea Soares: Ela pega o DVD e diz: Mamãe ôôô! Rsrsrs Quem já ouviu a música entendeu.
Meus próprios meios- Oficina G3: Baby metal da mamãe! Já sabe bater cabeça e tudo! É meu orgulho! Rsrsrs 
Aqui estoy- Jesus Adrian Romero: Não poderia faltar! Até porque escutamos taaanto esse cara que tive medo de que ela falasse espanhol antes do português! Rsrsrs As músicas dele nos acompanham desde a gestação, e essa em especial ela curte bastante.

   Chegamos finalmente as músicas infantis! Tenho uma paixão especial pelo Crianças diante do trono mesmo antes de ser mãe. Então nada mais natural que compartilhar isso com minha princesa. Maaaas mesmo com todo amor que tenho por esse trabalho, preciso dizer que se trata de uma explosão de cores,luzes, e imagens. Um excesso de estímulos dignos da galinha capitalista, e que considero totalmente desnecessário e prejudicial para uma criança na idade da minha filha. Portanto, ela ainda não foi apresentada ao Crianças Diante do Trono em vídeo, apenas em áudio, mas gosta bastante.  Já um trabalho pouco conhecido e que faz sucesso aqui em casa é o DVD Vida de Criança. Uma parceria do Stenius Marcius com o Diego Venâncio que deu certo! Já conhecia e gostava do trabalho do Stenius voltado para o publico adulto, mas me apaixonei mesmo por esse DVD! Ainda não comprei, mas sem dúvida está na minha listinha de próximas aquisições! Baixamos alguns videos e esses deixei ela ver sem culpa! Músicas de qualidade, desenhos limpos, sem excesso de cores e ela amou! A música Comer é muito bom, já virou rotina na hora das refeições, ela faz até o sinal do coração fortão com os bracinhos, e se eu esqueço de cantar ela lembra! Rsrsrs Literalmente não esquece de "agradecer ao Deus que dá todo dia o que comer". Você encontra o DVD disponível para venda aqui. Deixando bem claro que não recebo comissão! Rsrsrs Só acho mesmo que a dica vale a pena. Pra encerrar esse post aí vão os links das duas músicas preferidas de Eduarda nesse DVD. Espero que gostem!

Que a paz do Senhor Jesus esteja sobre cada um!





domingo, 1 de junho de 2014

Nunca me disseram que ser mãe é querer parar o tempo ou dar lugar ao drama!


"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu."
Eclesiastes 3:1




             Quando se tem um filho, ele não vem sozinho, mas acompanhado de uma série de expectativas, idealizações, e concepções sobre o que é ter uma criança em casa. Como toda mãe de primeira viagem eu também idealizei um monte de coisas. Também tinha minhas idéias sobre como criaria meus filhos, e confesso (bastante arrependida) que também já iniciei frases com o famoso "se fosse meu filho". O interessante é que  como toda mãe de primeira viagem "paguei a língua", tive que mudar os planos e precisei sair do roteiro em muitas coisas. Esta foto ilustra uma delas.


               Lembro que uma das primeiras coisas que fiz ao descobrir a gravidez, foi entrar na internet e procurar ideias para a decoração do quartinho do baby. Porque afinal de contas o que pode ser mais importante para uma gestante do que isso????? (Ironia mode on rsrsrs) O fato é que ao olhar para trás, diante de tudo o que vivi e do que sei hoje vejo o quanto tudo isso é fútil, mas admito tive essa fase. Na primeira pesquisa vi fotos de quartos com a tão falada decoração provençal, super em alta, e que não dá pra negar que são mesmo uma gracinha, e foi aí que me deparei com um berço lindo, com cara de antiguinho, detalhes em treliça, na cor que eu queria e pensei: É ESSE! Comecei desde já a infernizar o marido pra descobrirmos em que loja encontraríamos aquele modelo de berço, e tanto fiz que consegui. Fomos então até a loja, eu estava mais ou menos no quinto mês de gestação, barriguinha já aparente, já havíamos confirmado o sexo e sabíamos que era a Maria Eduarda que estava a caminho. Prato cheio para a vendedora que super atenciosa veio rapidamente nos atender assim que entramos na loja (porque será?) e logo me deparei com ele, meu tão sonhado berço! E tive nesse exato momento minha primeira crise de paranoia materna! Culpa dos hormônios (ou não! rsrsrs). Olhei para o berço lindo, e para os belos detalhes em treliça que me encantaram, e imediatamente visualizei os dedinhos delicados da minha bebezinha ficando presos naqueles buraquinhos tão perfeitos, pequenos, perigosos, assassinos, MEUPAIDOCÉU QUEM FAZ UM TROÇO ASSIM PRA UMA CRIANÇA!!!
       Surtos a parte, foi bem assim que aconteceu. Mas para minha alegria, na mesma loja havia um outro modelo que eu também já tinha visto na internet e amado! Grade de talas largas, seguro, firme, tá bom é esse aqui mesmo! Quase caí pra trás com o preço! Tive vontade de perguntar se estava comprando um berço ou uma casa, mas me contive. Já meu marido que não se constrange em pechinchar quase me mata de vergonha (te amo amor!) perguntando logo: O que esse berço tem de tão especial pra ser tão caro? Enquanto eu procurava um buraco pra me esconder, a vendedora sorriu e respondeu: É que ele vira mini cama! E foi nos mostrar a caminha que já estava montada. Ah! Agora sim é esse mesmo! E como seriam dois móveis em um, foi ele que levamos pra casa. Nesse tempo ainda tinha a ilusão de que dormiríamos em um quarto e ela em outro,coisa que até hoje não aconteceu, mas que em nada nos incomoda. Aliás, é curioso perceber que isso incomoda muito mais aos outros do que a nós! O que sinceramente não consigo entender. Afinal, sabemos que o que funciona para a nossa realidade pode não funcionar para outros e vice versa, e que tudo tem seu tempo, e acontece com naturalidade. Mas isso não vem ao caso. Até porque nessa época eu acreditava realmente que ela iria dormir sempre no berço, e que criança na cama dos pais é coisa de gente insegura, e que este seria seu local de descanso até pelo menos uns dois anos. E lá vou eu pagar a língua novamente!
              Ela nunca dormiu a noite toda no berço,e ainda hoje sempre acaba dormindo conosco metade da noite. E como o tão falado berço não passava pela porta e era complicado de desmontar, acabamos nós dois nos mudando para o quarto dela desde a primeira semana de vida. Ela foi crescendo e logo aprendeu a subir e descer da nossa cama sem dificuldade alguma, cama esta, que de certa forma tornou-se um pouco dela. Hoje tenho outra visão a respeito do sono dos bebes, e até mesmo sobre a decoração do quarto que aos poucos vai se adequando cada vez mais aos princípios do método Montessori (mais informações aqui). 
            Ainda assim, o tal do berço acabou sendo algo bem útil para as sonecas diurnas, e eu esperava usá-lo ainda por um bom tempo. Até que comecei a perceber minha filha cada vez mais desenvolta nas brincadeiras dentro dele, e sempre que percebia uma nova arte, pedia logo pro marido descer a grade a fim de evitar acidentes. Com o tempo o choro que indicava que ela acordou foi substituído por um "mãããe, mamãe" e algumas vezes por um silencio suspeito. E foi em um desses momentos silenciosos que na semana passada entrei no quarto pra pegar alguma coisa e me deparei com ela tentando pular do berço. Peguei ela logo com o coração saindo pela boca, e repetindo pra mim mesma que foi um fato isolado, que não iria se repetir. E quando o marido chegou comentei como quem não quer nada: Melhor baixar a grade do berço. E recebi como resposta: Não dá, só se virar cama. ÃÃHN? OI? Como assim? É a minha bebê! Não dá pra colocar ela em uma cama ainda! Não nem pensar! Deixa como está! Só que dois dias depois a cena se repete, mais uma crise de paranoia materna, e o coração inconformado aceita os fatos. 
          Ficamos eu e ela assistindo enquanto o marido transformava o berço em cama. Fiquei lembrando dela tão frágil, tão pequenininha dentro daquele berço que antes parecia imenso, e pensando em como tudo passou rápido! Tive vontade de agarrar o tempo com as unhas e obrigá-lo a parar! Só um pouquinho, só alguns instantes, só pra poder pegar minha menina no colo enquanto ela ainda é uma menina, enquanto ela ainda é  meu bebê! Saudade imensa! Embalada na certeza de que não perdi nenhum segundo, e apesar do drama instaurado, sei que fiz e continuarei fazendo o meu melhor, pra que ela continue a crescer e se desenvolver no tempo dela, mesmo que aos meus olhos pareça muito cedo ou muito tarde. E não importa o quanto ela cresça, nunca será grande demais para o meu colo!

*Obs: Vale ressaltar que a alegria dela ao ver a cama pronta compensou toda a paranoia, maaas por via das duvidas, colocamos um colchãozinho no chão pro caso dela rolar dormindo, afinal cuidado nunca é demais!


Que a paz do Senhor Jesus seja sobre tua vida!